Dividido entre impeachment e Moody’s, dólar tem leve alta
2015-12-10
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2015-12-17

Decisão da Moody´s pressiona Ibovespa; dólar avança

Depois de avançar quase 4% na sessão anterior, o Ibovespa se firma em terreno negativo nesta quinta-feira (10), pressionado por decisões da agência de classificação de risco Moody’s em relação ao Brasil e à Petrobras. A já comum realização de lucros após um dia de ganhos acentuados também contribui para o tom pessimista dos investidores domésticos. O alerta sobre o rating do Brasil também é um dos fatores essenciais para a valorização do dólar frente ao real.

Após alta de quase 4% na sessão anterior, o Ibovespa opera em queda pressionado pela decisão da Moody´s sobre Brasil e Petrobras.

De acordo com Alvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais, do Banco Modal, os investidores operam com cautela em meio à sinalização da Moody’s de que pode cortar o rating do Brasil, por causa da deterioração da economia brasileira e das condições ruins das contas do governo. O risco de paralisia da política no país também contribuiu para a decisão da agência do risco.

“A decisão da Moody´s acendeu um alerta sobre a possibilidade de o país perder seu grau de investimento em breve. Esse panorama já foi o suficiente para estabelecer o mau humor dos investidores desde o início do pregão”, explicou.

Além da decisão sobre o Brasil, a agência de risco também rebaixou o rating da Petrobras de Ba2 para Ba3 e o colocou em revisão para outro possível rebaixamento. Desta maneira, os papéis da estatal se destacam negativamente e pesam sobre o índice doméstico.

Para Bandeira, o recuo do Ibovespa pode ser explicado pelo fato de os agentes terem decidido realizar os lucros da sessão anterior.

Sem destaques na agenda doméstica, o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego (Initial Claims, em inglês) veio bem acima da expectativa do mercado. O indicador ficou em 282 mil solicitações feitas na semana encerrada no dia 5 de dezembro. A expectativa do mercado, colhida pelo site Briefing.com, era de 269 mil pedidos no período. A notícia levemente negativa para o ambiente econômico contém um pouco do ânimo em relação ao aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na próxima semana.

No mercado corporativo, as ações da Petrobras (PETR4) perdem 1%. Os papéis do setor bancário também se destacam negativamente. Os ativos do Itaú Unibanco (ITUB4) caem 0,69%, enquanto os do Banco do Brasil (BBAS3) e os do Bradesco (BBDC4) recuam 2,81% e 1,95%, respectivamente. Às 12h56, o Ibovespa recuava 1,11%, a 45.592 pontos.

Depois de avançar quase 4% na sessão anterior, o Ibovespa se firma em terreno negativo nesta quinta-feira (10), pressionado por decisões da agência de classificação de risco Moody’s em relação ao Brasil e à Petrobras. A já comum realização de lucros após um dia de ganhos acentuados também contribui para o tom pessimista dos investidores domésticos. O alerta sobre o rating do Brasil também é um dos fatores essenciais para a valorização do dólar frente ao real.

De acordo com Alvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais, do Banco Modal, os investidores operam com cautela em meio à sinalização da Moody’s de que pode cortar o rating do Brasil, por causa da deterioração da economia brasileira e das condições ruins das contas do governo. O risco de paralisia da política no país também contribuiu para a decisão da agência do risco.

“A decisão da Moody´s acendeu um alerta sobre a possibilidade de o país perder seu grau de investimento em breve. Esse panorama já foi o suficiente para estabelecer o mau humor dos investidores desde o início do pregão”, explicou.

Além da decisão sobre o Brasil, a agência de risco também rebaixou o rating da Petrobras de Ba2 para Ba3 e o colocou em revisão para outro possível rebaixamento. Desta maneira, os papéis da estatal se destacam negativamente e pesam sobre o índice doméstico.

Para Bandeira, o recuo do Ibovespa pode ser explicado pelo fato de os agentes terem decidido realizar os lucros da sessão anterior.

Sem destaques na agenda doméstica, o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego (Initial Claims, em inglês) veio bem acima da expectativa do mercado. O indicador ficou em 282 mil solicitações feitas na semana encerrada no dia 5 de dezembro. A expectativa do mercado, colhida pelo site Briefing.com, era de 269 mil pedidos no período. A notícia levemente negativa para o ambiente econômico contém um pouco do ânimo em relação ao aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na próxima semana.

No mercado corporativo, as ações da Petrobras (PETR4) perdem 1%. Os papéis do setor bancário também se destacam negativamente. Os ativos do Itaú Unibanco (ITUB4) caem 0,69%, enquanto os do Banco do Brasil (BBAS3) e os do Bradesco (BBDC4) recuam 2,81% e 1,95%, respectivamente. Às 12h56, o Ibovespa recuava 1,11%, a 45.592 pontos.

Câmbio

O dólar ampliou a alta nesta quinta-feira (10) com investidores digerindo a crise política, o encaminhamento do impeachment de Dilma Rousseff e o aviso da Moody’s de que pode rebaixar o Brasil para grau especulativo nos próximos três meses. No entanto, os conflitos diários em Brasília deixam chances mínimas de alguma recuperação no curto prazo. “A Moody’s pode esperar sentada por um grande fato no ajuste fiscal”, afirma o cientista político Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice.

Neste contexto, às 12h05, o dólar à vista tinha alta de 0,65%, cotado a R$ 3,7730. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 3,7406 e a máxima de R$ 3,7840.

“As definições em relação ao processo de impeachment de Dilma e o destino do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, estão em primeiro plano, trazendo volatilidade às cotações dos ativos locais”, afirma Ricardo Gomes Da Silva Filho, operador da Correparti Corretora.

O Banco Central anunciou um leilão de linha de até US$ 500 milhões – venda de dólares com compromisso de recompra – em duas etapas (15h15 até 15h25 e 15h30 até 15h35).