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Surge um novo eixo de poder

Foto: José Cruz/Agência Brasil 04/09/2014- Brasília- DF, Brasil- O presidente do TSE, Dias Toffoli, conclui a assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais que serão usados nas eleições de outubro.

Zero Hora – 04/11/2016

Por Carlos E. B. Borenstein

 

As eleições municipais deste ano moveram o eixo de poder no Rio Grande do Sul (RS) para a centro-direita. Nos 18 municípios com mais de 90 mil eleitores, 11 serão administrados por partidos localizados do centro para a direita (PSDB, PP, PTB e PRB).

O PSDB administrará cinco dessas cidades (Porto Alegre, Pelotas, Santa Maria, Novo Hamburgo e Viamão). O PP ficou com o controle de três (Santa Cruz do Sul, Uruguaiana e Bento Gonçalves). O PTB conquistou duas (Canoas e Bagé), enquanto o PRB ganhou uma (Caxias do Sul).

A aliança entre PSDB e PP em Porto Alegre desde o primeiro turno, somada à parceria entre tucanos e o PTB na capital gaúcha e em Canoas no segundo turno, sinaliza que esses três partidos podem liderar a construção desse novo eixo de centro-direita.

Os grandes derrotados da disputa municipal deste ano no Estado foram PT e PMDB. Petistas e peemedebistas ficaram sem o controle de qualquer das cinco grandes cidades do RS (Porto Alegre, Caxias, Canoas, Pelotas e Santa Maria).

Nas 18 maiores cidades do RS, o PMDB ficou com apenas uma (Alvorada), além de ter perdido para o PP, assim como ocorreu em 2012, o título de partido com o maior número de prefeitos no Estado (144 contra 130).

Embora o PT tenha conquistado três municípios (Sapucaia do Sul, Rio Grande e São Leopoldo) nas 18 maiores cidades, a sigla perdeu o protagonismo no campo da centro-esquerda para o PDT no número total de prefeitos (os pedetistas conquistaram 78 prefeituras e os petistas apenas 38).

PSDB e PSB também cresceram. Os tucanos aumentaram o número de prefeituras conquistadas de 19 para 29, enquanto os socialistas cresceram de 19 para 24.

Com a derrocada do PT e a perda de espaço do PMDB, poderemos também assistir à construção de uma alternativa no campo da centro-esquerda, quem sabe unindo PDT, PSB e até o PC do B para tentar fazer frente ao eixo de centro-direita que se fortaleceu em torno de PSDB, PP e PTB.