Três perguntas para o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA)
2011-10-21
Arko Advice conclui levantamento sobre Elite Parlamentar do Congresso
2011-12-14

Três perguntas para o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP)

Vice-líder do PDT e presidente da Força Sindical

 

O movimento sindical aprova alguma proposta ainda este ano?
Nós estamos trabalhando para aprovar, pelo menos, a regulamentação da terceirização e, com isso, tentar garantir os direitos dos trabalhadores terceirizados. é um projeto terminativo na Comissão de Constituição e Justiça. Estamos encerrando a análise dele na Comissão Especial criada pelo presidente Marco Maia e achamos que a tramitação pode ser rápida para a votação aqui na Câmara. E há a possibilidade de votação também no Senado. Acho que no mês de novembro podemos votar na Comissão Especial e na Comissão de Constituição e Justiça e encaminhá-lo para o Senado. A expectativa é de que o Senado vote em dezembro. Estou convencido de que pelo menos esse projeto pode ser aprovado.

Qual a expectativa para o próximo ano com relação a outras propostas que estão paradas?
O presidente Marco Maia instituiu uma comissão de negociação sobre o que a gente chama de “pauta trabalhista”, e essa comissão começou a funcionar na semana passada. Nós elencamos uma série de propostas. A primeira que vamos debater é a terceirização; a segunda é a do fator previdenciário. A ideia é formar uma bancada ligada aos trabalhadores e outra ligada aos empresários, com 12 deputados. A intenção é votar imediatamente no plenário a proposta em torno da qual se conseguir um acordo.

Que avaliação o senhor faz da política econômica do governo?
Nós já estamos enfrentando essa política econômica do governo, porque achamos que para o Brasil não entrar na crise o que se tem que fazer é o inverso do que está se fazendo, com arrocho e juros altos. Estamos enfrentando essa política com greves, manifestações e com pressão por aumento de salário. Nós achamos que para o país não entrar na crise é preciso baixar os juros, aumentar os salários e reduzir o superávit primário. E estamos enfrentando isso nas ruas. Essa quantidade de greves que a sociedade está vendo é exatamente para enfrentar essa política econômica. Nós não vamos aceitar uma política de recessão. O Brasil estava crescendo a 7,5% no começo do ano, e está crescendo a 2% hoje. é um baque de 5,5% que não podemos aceitar. Nesse ritmo, vamos ter recessão no ano que vem. Então é pressão total, manifestações e aumento de greves para fazer o governo mudar de opinião com relação à política econômica.